| Profecias de maio de 2002 Josino Moraes Latin America Economic Researcher www.josino.net email: josinomoraes@hotmail.com Meus amigos, É bom preparar-se para o pior. Conforme previ no meu livro de 2001 – A Indústria da Justiça do Trabalho – desta vez, vai ser difícil escapar da turma do Lula. Seu grande cabo eleitoral chama-se Plano-Real, FHC. Não se iludam com o discurso. Trata-se de um fenômeno denominado em filosofia de hipóstase: mudar sempre, para sempre permanecer o mesmo. Esses comunistas – neobolcheviques – não mudam nunca. Eis aqui meus vaticínios – em grande parte devidos a minha experiência chilena entre 1970-73. O Serra também viveu. Se a maioria, sobretudo o mercado, estiver convencida de que o Lula leva, a ventania começará antes mesmo da posse – já hoje, isso dá seus primeiros sinais. O risco-país irá passar o do Equador e Nigeria e tomar a “honrosa” segunda posição, só atrás da Argentina. Logo, após a posse, virá a 7ª moratória da nossa historia. Congelamento, catalização das invasões, desrespeito aos contratos e ao direito de propriedade, greve de caminhoneiros , câmbio negro y otras cositas desse naipe. Hiperinflação. Aquele vetusto papinho do overshooting do dólar. Não creio que ele consiga governar nem dois anos. O Allende governou três anos, porque pegou uma economia relativamente saudável. Aqui, ela já esta doentia. Golpe parlamentar ou militar – impossível vislumbrá-lo agora. O paradoxal é que Allende abriu o caminho para o futuro do Chile. Só agora, através da leitura de um liberal – Sorman – soube detalhes do milagre chileno. Pinochet deixou a economia nas mãos de uns meninos – PHDs – treinados em Chicago e verdadeiros liberais. Elas fizeram uma verdadeira revolução nas instituições chilenas, a começar pela reforma da previdência. A nossa grande infelicidade é que , além do profundo positivismo inculcado no cérebro de nossos militares não temos economistas liberais! É, não vejo muita luz, hoje. As corporações oficiais se apoderaram do aparelho de Estado destruindo-o parcialmente, até aqui. Como removê-las? Os estertores do peronismo é bastante nítido atualmente – será um processo longo, impossível de vislumbrar hoje seu final. Do ponto de vista das idéias, tanto o peronismo como o varguismo são os filhos prediletos do fascismo italiano, in pejus. Como será os estertores do varguismo, seu irmão gêmeo? Talvez, a saída mais barata mesmo seja a proposta do Rudi: uma intervenção internacional. Abraços, Josino |