Os 1ºs de Maio (2006)

Josino Moraes
Latin America Economic Researcher
www.josino.net
email: josinomoraes@hotmail.com

Há coisa de uns 70 anos, nos 1ºs de maio, Getúlio Vargas corria para o Estádio do Vasco
da Gama, no Rio de Janeiro, devidamente preparado com uma multidão – ou, talvez,
apenas uma claque – pelos sindicatos e anunciava suas novas “bondades” para os
“trabalhadores do Brasil”. Naquela época, não havia pesquisas de popularidade, mas caso
as houvesse, o Petiço não estaria muito aquém dos 100%! Seu então Ministro da Guerra,
Góes Monteiro, vibrava com a “habilidade” de seu chefe, o Baixinho – como o chamava
em sua roda íntima.

Neste 1º de maio de 2006, dizem alguns jornais impressos que Lula, do “Partido dos
Trabalhadores”, anunciará novas “bondades” para com as centrais sindicais, algo assim
como sacramentá-las oficialmente, ou coisa que o valha. Se elas têm alguma utilidade
para o bem do País, me parece extremamente duvidoso, mas, certamente, elas são boas
de voto. O palanque não será mais o do velho Estádio do Vasco da Gama, mas, sim, o da
esplendorosa Fátima Bernardes, com alcance para todos os rincões do País, do Oiapoque
ao Chuí.

Nós, em nossa pequenez, com a ajuda de uns poucos jornais impressos e,
eventualmente, de alguns sites, aproveitamos este 1º de maio de 2006 para lançar a
idéia de uma nova Associação: a das Vítimas de todos esses desvarios.

Associação das Vítimas da Justiça do Trabalho e do Dano Moral (Avijutra)

Os grandes objetivos da referida Associação são:

a) Lutar pela extinção da Justiça do Trabalho e da Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT);

b) Lutar pela criação de uma Associação Nacional de Vítimas da Justiça do Trabalho e do
Dano Moral. As Associações terão bases municipais que, logo mais, serão reunidas
segundo as jurisdições dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), atualmente em
número de 24. Por exemplo, todos os municípios sob a jurisdição do 15º TRT, com sede
em Campinas, constituirão a 15ª Associação Regional de Vítimas da Justiça do Trabalho e
do Dano Moral. Estas Associações Regionais logo constituirão a Associação Nacional;

c) Explicar à população como a Justiça do Trabalho, além de extorquir os empregadores,
destrói o capital social e, em conseqüência, qualquer possibilidade de crescimento
econômico e geração de empregos. Definição de capital social: a capacidade de as
pessoas trabalharem juntas visando objetivos comuns em grupos e organizações. No
nosso caso específico, sobretudo, capital e trabalho. A harmonia entre ambos é
fundamental para o progresso do País. O principal pilar do capital social é a confiança
mútua. Para isso, todos os meios de comunicação serão válidos: desde o velho panfleto,
jornais impressos, outdoors e até os atuais websites;

d) Permitir uma mais rápida troca de informações e experiências entre os empregadores;

e) Lutar por sindicatos livres, democráticos  e auto-sustentáveis. Nada de impostos ou
outras contribuições compulsórias para mantê-los. O assim-chamado Sistema S deve ser
eliminado. Os sindicatos, tanto laborais quanto patronais, inspirados nesta legislação
fascista da CLT, devem ser eliminados e reformulados segundo estes novos termos.

f) Quando as condições econômicas assim o permitirem, contratar alguns advogados
competentes e de extrema confiança das Vítimas. Com isso, evitar-se-ia, por exemplo,
casos em que a Vítima perde a condição de recorrer por perda de prazo etc., ou, ainda
pior, é condenada à revelia. Ademais, isso poderia significar uma redução de custos para
os empregadores – empresários da cidade e do campo, associações de bairros, donas-de-
casa etc.